Saúde na Terceira Idade

Vivemos numa sociedade que subestima a terceira idade, como se tudo de melhor acontecesse apenas aos jovens, como se só a juventude fosse um tempo mágico do nosso percurso de vida. Ao mesmo tempo, todos sabemos que os idosos são afastados de muitas actividades, não se considerando que tenham uma contribuição efectiva a operar na sociedade
Está portanto mais do que na altura de começarmos a dar à terceira idade o valor que merece e que lhe devemos há muito. Para tal, é preciso acabar com uma série de preconceitos, nomeadamente o de que o idoso é uma pessoa condenada a fragilidades e doenças e que o envelhecimento é uma decadência.
(in Saúde na Terceira Idade)

1º DE OUTUBRO É O DIA MUNDIAL DO IDOSO

Este dia foi instituído em 1991 pela (ONU) Organização das Nações Unidas e tem como objectivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e a necessidade de proteger e cuidar a população mais idosa.
Em Portugal , cuja população está envelhecida, o dia quase passou despercebido nos orgãos de comunicação social.
A "crise", e o "buraco Madeira", ocuparam os telejornais das nossas televisões.
O SentiSer- Serviço de Apoio Domiciliário não poderia deixar de se  associar aos milhares de pessoas, que em todo o mundo, neste dia, se dedicaram à problemática da pessoa idosa.
 E como envelhecer é próprio dos seres vivos; torna-se necessário que os humanos tomem precauções e adoptem procedimentos de forma a poderem envelhecerem com qualidade. Para isso há duas atitudes a tomar que são essenciais para manter a saúde: ter uma alimentação saudável e manter-se activo.

Cuidar de um portador de Alzheimer afecta também a rotina da família

Um relatório divulgado, na semana passada, pela organização Alzheimer´s Disease International, que reúne entidades em vários países, revelou um dado preocupante. Mais de 75% das pessoas que vivem com a doença no mundo não foram diagnosticadas.
O Alzheimer não é identificado com um único exame, mas a partir de uma análise do histórico médico do paciente e uma avaliação neurológica detalhada.
Comunicar, alimentar-se, vestir-se e cuidar da higiene pessoal são algumas das acções rotineiras que, aos poucos e poucos, o doente de Alzheimer vai deixar de conseguir realizar.
Cuidar de um portador de Alzheimer afecta também a rotina da família
Aqui ficam algumas sugestões para quem cuida de doentes de Alzheimer. Para bem do doente e do próprio cuidador.
É normal o doente não encontrar as palavras que precisa para se expressar ou não compreender os termos que ouve.
Como deve reagir:
• Esteja próximo e olhe bem para o seu doente, olhos nos olhos, quando conversam;
• Permaneça calmo e quieto. Fale clara e pausadamente, num tom de voz nem demasiado alto nem demasiado baixo;
• Evite ruídos (rádio, televisão ou conversas próximas);
• Se for possível, segure na mão do doente ou ponha a sua mão no ombro dele. Demonstre-lhe carinho e apoio.
Em todas as fases da doença, é necessário manter uma atitude carinhosa e tranquilizadora, mesmo quando o doente parece não reagir às nossas tentativas de comunicação e às nossas expressões de afecto.

Solidão é contagiosa... e pode matar...


Parece um paradoxo, mas a solidão pode propagar-se, tal como uma gripe, causando o que os especialistas chamam de “quadro infeccioso mental”.

Investigadores das universidades de Chicago e de Harvard, nos EUA, verificaram, a partir de uma análise de dados de mais de 5,2 mil pessoas, que as solitárias tendem a transmitir a sua solidão aos outros.

A pesquisa também mostrou que, quando as pessoas se afastam, confiam menos nas outras e dão início a um ciclo que torna ainda mais difícil iniciarem uma amizade.

Dado que a solidão está associada a doenças mentais e físicas, apela-se a uma maior atenção de todos para que, ao reconhecerem as pessoas afectadas, as ajudem de modo a que não se afastem irreversivelmente.

Fonte:Alert